A 2ª temporada de Sandman expandiu seu universo para além do Sonhar, do Inferno e dos perpétuos, abrindo caminhos.
A segunda temporada de Sandman expandiu seu universo para além do Sonhar, do Inferno e dos perpétuos, abrindo caminho para deuses nórdicos, guerreiros lendários e traiçoeiros mestres do disfarce. Um dos destaques do terceiro episódio foi a trama envolvendo Loki, o deus trapaceiro da mitologia nórdica, que escapou do Inferno após a surpreendente renúncia de Lúcifer Morningstar.
No início da temporada de Sandman, Morpheus parte até o Inferno com o objetivo de libertar Nada, rainha dos Primeiros Povos e antigo amor condenado por ele há 10 mil anos. No entanto, ao chegar lá, encontra um cenário inesperado: Lúcifer decide abandonar seu posto e fecha os portões do Inferno, liberando todos os condenados — entre eles, Loki, aprisionado por seu pai, Odin, por envolvimento na morte de Balder e por seu papel profetizado no Ragnarok.
Loki e seu talento para trapaças

Odin e Thor, temendo que Loki desaparecesse novamente, o levam ao Sonhar junto com outras entidades que desejam conquistar a chave do Inferno, agora sob posse de Morpheus. O pedido de Odin é simples: assumir o controle do Inferno para evitar o Ragnarok. Mas Morpheus, desconfiado das verdadeiras intenções do Pai de Todos, recusa.
Em vez de transferir o poder a um só, Morpheus estabelece um sistema inédito: entrega o comando do Inferno aos anjos Remiel e Duma, criando uma diarquia. Com a decisão tomada, os convidados começam a partir — mas Loki, é claro, tinha outros planos.
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Demonstrando seu talento para a trapaça, Loki assume a forma de Susano-O-No-Mikoto, uma divindade japonesa presente entre os visitantes do Sonhar. Enquanto isso, Odin e Thor, enganados, levam o verdadeiro Susano — disfarçado de Loki — de volta ao inferno. O plano parecia perfeito, mas Morpheus, atento a qualquer distorção em seu reino, percebe algo errado e confronta o “Susano”.
Loki, prevendo que seria descoberto, tenta negociar. Ele propõe a Morpheus um pacto: em troca de sua liberdade, aceitaria ficar em dívida com o Senhor dos Sonhos. Morpheus, então, cria uma réplica onírica de Loki para ocupar o lugar do deus no Inferno, enganando assim Odin e Thor. Loki, agora livre, desaparece sem deixar rastros.
Sandman segue fiel aos quadrinhos
Ao final do episódio de Sandman, Morpheus deixa claro que ainda não cobrará seu favor. Mas para os leitores dos quadrinhos, o destino dessa aliança é bem conhecido — e sombrio. Nos volumes seguintes da obra de Neil Gaiman, Loki une forças com Puck, o fauno enganador das fadas, para sabotar Morpheus. A dupla é responsável por eventos trágicos que culminam no declínio do Rei dos Sonhos, provando que libertar Loki foi um erro que custará caro.
Sandman da Netflix continua fiel à essência dos quadrinhos, mas adiciona nuances emocionais e narrativas mais complexas aos personagens. No caso de Loki, o roteiro destaca sua habilidade camaleônica e insaciável desejo por liberdade — e vingança. Sua breve aparição já planta as sementes de futuros conflitos que devem se intensificar na segunda parte da temporada.
Com Morpheus agora devendo um favor a uma das entidades mais perigosas do multiverso mitológico, a pergunta que fica é: quando Loki cobrará essa dívida? E o que ele vai exigir em troca?